O PayPal aceita pagamentos em reais e transfere pagamentos para bancos brasileiros desde o final do ano passado – quando planejava, segundo a Info, abrir uma filial no Brasil que serviria de base para as operações do PayPal na América Latina. Agora, a empresa afirma estar prestes a anunciar o responsável pela operação brasileira. Eles estão levando o mercado brasileiro a sério, mas será que não é tarde? Ainda não.

Enquanto os gigantes estrangeiras do e-commerce ignoravam o Brasil, nós criamos serviços equivalentes por aqui. Enquanto a Amazon não veio ao Brasil, surgiram o Submarino, Americanas.com e vários outros. Enquanto o eBay não veio ao Brasil, criou-se o MercadoLivre. O serviço europeu de comparação de preços Kelkoo veio ao Brasil, mas logo foi embora: enquanto isso, o Buscapé cresceu, expandiu-se e foi adquirido pela sul-africana Naspers por US$342 milhões.

E, enquanto o PayPal não vinha ao Brasil, surgiram diversos serviços parecidos: MercadoPago, do MercadoLivre; PagSeguro, do UOL; Pagamento Digital, do Buscapé; e MoIP, do IdeiasNet. Mesmo assim, segundo a Info, em novembro cerca de 2 milhões de brasileiros usavam o PayPal.

É que o PayPal tem uma vantagem indiscutível: parcerias com várias lojas online ao redor do mundo – e parece que eles vão reforçar essa vantagem na operação brasileira. Segundo apura a IstoÉ Dinheiro, a PayPal Brasil quer começar atuando com cartões brasileiros para efetuar compras no exterior: se a loja online aceitar PayPal, você não precisa mais de cartão de crédito internacional. O primeiro parceiro da PayPal no país, segundo a IstoÉ, pode ser a Cielo, que opera os cartões Visa.

Os concorrentes brasileiros já se preparam para a chegada: o MercadoPago pode ser usado fora do MercadoLIvre desde abril, e o Buscapé oferece vantagens para os anunciantes que usam seu serviço Pagamento Digital.

No fim, nós consumidores geralmente ganhamos com mais concorrência – e o PayPal é um concorrente de peso. Você já usou o PayPal ou um dos equivalentes brasileiros? O que você achou? Contem suas histórias nos comentários.
Fonte: Gizmodo